Primeiro e único negro a ocupar o cargo de ministro do STF (Supremo
Tribunal Federal), Joaquim Barbosa toma posse às 15h desta quinta-feira
(22) como presidente da Suprema Corte, cargo mais alto do Judiciário
brasileiro, assumindo no lugar do ministro Ayres Britto, que se aposentou obrigatoriamente por ter completado 70 anos no último dia 18.
A posse coincide com o momento em que o ministro está em evidência na mídia por conta do julgamento do mensalão,
do qual é relator. O julgamento, que resultou na condenação de figurões
petistas, elevou Barbosa à categoria de celebridade nacional a ponto de
haver uma campanha nas redes sociais
para que saia candidato à Presidência da República em 2014. A
popularidade é tamanha que o rosto do ministro irá estampar máscaras no
Carnaval de rua do Rio de Janeiro em 2013. Barbosa, porém, rejeita tanto
o papel de herói quanto o eventual ingresso na política.
Adorado pela opinião pública como exemplo ético e de alguém que subiu
na vida, Barbosa, filho de um pedreiro e de uma dona de casa, será o 55º
presidente do Supremo. No seu mandato de dois anos, caberá a ele
definir a pauta do plenário e presidir o CNJ (Conselho Nacional de
Justiça). Ele continuará como relator da ação penal do mensalão.
Uma das atribuições do CNJ é regular o trabalho do Judiciário e apurar
irregularidades no sistema. Entre os atos administrativos tomados pelo
CNJ estão a instituição de um teto salarial para juízes e a proibição da
contratação de parentes nos tribunais.
Ao menos publicamente, Barbosa não dá importância alguma ao fato de ser
o primeiro negro a presidir o Supremo. Afirma que é algo que já estava
previsto. A eleição do presidente da Corte se dá por meio de rodízio
entre os magistrados do STF para que haja alternância do poder. Na votação que o elegeu em 10 de outubro, também foi eleito vice o ministro Ricardo Lewandowski, que é o próximo na linha de sucessão à presidência.
Fonte: UOL












