Seis em cada dez pessoas que consomem ovos crus ou mal cozidos já
tiveram febre, diarreia, dor de estômago e náusea, segundo pesquisa
realizada pela nutricionista Daniele Leal, da Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em
Piracicaba (SP).
“Esses sintomas, aí incluídos calafrio, vômito, mal-estar e dor de
cabeça, são causados pela salmonela, uma bactéria presente na casca do
ovo e que desde 1999 é a principal causadora de surtos de contaminação
alimentar no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde”, completa
ela.
Além de evitar consumir o alimento cru ou mal-cozido, uma dica para
evitar a doença é limpar os ovos e tirá-los da embalagem antes de
guardá-los na geladeira. Além disso, é bom não deixá-los na porta, já
que o abrir e fechar pode causar rachaduras e permitir a entrada da
bactéria no ovo.
A nutricionista da Esalq-USP explica que o habitat da salmonela é o intestino da galinha, daí a contaminação da casca acontecer na hora em que o ovo é posto. Isso também explica por que outros alimentos podem ser infectados com a bactéria se o cozinheiro manipular o ovo e, na sequência, mexer em outras comidas sem antes lavar a mão com água e sabão ou detergente.
A nutricionista da Esalq-USP explica que o habitat da salmonela é o intestino da galinha, daí a contaminação da casca acontecer na hora em que o ovo é posto. Isso também explica por que outros alimentos podem ser infectados com a bactéria se o cozinheiro manipular o ovo e, na sequência, mexer em outras comidas sem antes lavar a mão com água e sabão ou detergente.
Na hora do consumo, antes de quebrar o ovo, é preciso lavá-los: "O
correto é lavar o ovo com água corrente, secar a casca, quebrá-la e, na
sequência, lavar e secar as mãos para evitar que outros alimentos sejam
contaminados pela salmonela", diz a nutricionista Daniele Leal.
Nada de se automedicar
Os sinais de uma infecção por salmonela demoram entre 18 e 36 horas
para aparecer e podem durar alguns dias. “Seja qual for o caso, é
preciso consultar um médico, especialmente se a pessoa tiver diarreia
por mais de dois dias ou as fezes apresentarem sangue”, alerta a
nutricionista Yone Yamaguchi Itabashi, analista de processos de gerência
de nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Quanto ao tratamento, o infectologista Ricardo Cantarim Inacio, da
Santa Casa de São Paulo e do Hospital Santa Cruz, em São Paulo, conta
que ele é feito com antibióticos, analgésicos, antitérmicos e hidratação
por sete a 14 dias.
E atenção: nada de se automedicar ou esperar os sintomas passarem. É que, embora a salmonela mais facilmente encontrada em alimentos (a Salmonella enteretidis) dificilmente levar à morte, há outras versões da bactéria que são letais.
E atenção: nada de se automedicar ou esperar os sintomas passarem. É que, embora a salmonela mais facilmente encontrada em alimentos (a Salmonella enteretidis) dificilmente levar à morte, há outras versões da bactéria que são letais.
“É o caso da Salmonella typhimuriem, que se não for tratada pode cair na corrente sanguínea e causar infecção generalizada; e da Salmonella typhi, capaz de levar à febre tifoide”, alerta a nutricionista Daniele Leal.












