segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PF faz a maior apreensão de drogas do Nordeste

 
Polícia Federal ainda contabiliza a maior apreensão de cocaína da história no Nordeste.

Operação integrada entre a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal apreende, entre sexta-feira (7) e sábado (8), pelo menos 530 kg de cocaína pura no porto de Suape, em Pernambuco. Segundo a PF, que ainda contabiliza o volume exato, essa é a maior apreensão da droga já realizada na região Nordeste.

Um dia após anunciar a maior apreensão de cocaína da história do Nordeste do Brasil, a Polícia Federal ainda contabiliza o volume exato da droga. Até o momento, 700 sacos de gessos foram vistoriados até agora, dos quais 34 continham cocaína. Isso em apenas um contêiner - a PF ainda investigará outros quatro.

No fim de semana, a PF divulgou a apreensão de pelo menos 530 kg de cocaína pura entre sexta-feira (7) e sábado (8) no porto de Suape, em Pernambuco. Segundo o superintendente da PF no Estado, Marlon Jefferson de Almeida, a ação é provavelmente obra de cartel colombiano ou boliviano.

 
Policiais investigarão 3.470 sacos de um contêiner manualmente. Até então, um cão farejador cuidava do trabalho, mas o animal foi levado ao veterinário após cheirar tanto gesso. Não há previsão de término.


Maior do Nordeste

A ação, feita em parceria entre a Receita Federal e a PF, representa a maior apreensão da droga feita no Nordeste do país. No Brasil, a maior apreensão da droga é de sete toneladas de cocaína, apreendidas em Tocantins no início da década de 90.

A cocaína estava misturada em um contêiner, dentro de uma carga de gesso, e foi identificada pelo pastor alemão Nauê, o cão farejador da PF.

 
Segundo o superintendente, as investigações começaram porque a quantidade de gesso exportada era incompatível com o porte da empresa. A PF suspeita de que o entorpecente tenha origens na Bolívia ou na Colômbia, e iria para um porto da África, tendo a Europa como destino final.

Os envolvidos na exportação da droga já foram identificados, segundo a PF, e podem ser indiciados por suspeita de tráfico internacional de entorpecentes. A pena pode chegar a 20 anos de prisão. O superintendente da PF afirma que serão investigados desde motorista do caminhão de gesso até o dono da empresa do produto.

Fonte: Notícias UOL

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